ENCONTRE O PREçO DE VENDA IDEAL DO SEU PRODUTO OU SERVIçO

 

Ao abrir um negócio, o empreendedor normalmente procura oferecer um serviço ou vender um produto com o qual ele se identifique ou tenha algum domínio.

Mas, essa identificação não pode levar o empreendedor a misturar sua vida particular com a empresarial. Parece óbvio, mas esse é um erro bastante comum, por isso, é importante esse alerta.

Então, o primeiro passo para garantir a saúde do seu negócio é manter essas duas contas separadas. Assim, você terá mais controle sobre as finanças da empresa e fará uma gestão mais profissional.

Sem essa separação, fica bem mais difícil saber quais são os gastos do seu negócio, qual deve ser o preço de venda do produto ou serviço e, ainda, encontrar o ponto de equilíbrio operacional.

Ou seja, fica difícil obter sucesso.

Dito isso, vamos ver como definir e calcular esses itens essenciais para a gestão empresarial.

 

Gastos Fixos e Variáveis

Conhecer os gastos da sua empresa é o primeiro passo para definir o preço de venda ideal do seu produto ou serviço.  E ter uma planilha de gastos atualizada é fundamental para isso.

Os gastos devem ser divididos entre gastos fixos e gastos variáveis.

Gasto fixo é aquele que não depende da comercialização de um produto ou serviço. Ou seja, são despesas do empreendimento, que você vai ter todo mês, independente de ter vendido muito ou pouco.

Dois exemplos de gastos fixos são aluguel e conta de internet.

Já os gastos variáveis são aqueles que dependem da comercialização de um produto ou serviço. Normalmente, estão associados aos custos de produção ou prestação do serviço.

Por exemplo, a reposição do estoque e o transporte, se você se desloca para prestar serviço.

 

Preço de Venda

Agora, para aprender a calcular o preço de venda, vamos dar um exemplo prático.

Imagine que Maria abriu uma microempresa para vender doces caseiros. Que preço ela deve cobrar em cada doce?

Para obter essa resposta, é preciso saber primeiro qual o custo de produção. Suponhamos que, para fazer cada doce ela gaste R$ 4,00, dos quais R$ 3,60 com matéria-prima e R$ 0,40 com embalagem.

Agora que a gente conhece o custo de produção, é preciso saber qual a margem de contribuição desejada por Maria. Se ela quiser uma margem de 20%, qual deve ser o preço de venda?

A conta é simples. Se a margem é de 20%, o custo do produto equivale a 80% do preço de venda, pois o preço de venda sempre será igual a 100% do que se obtém.

Então, se o custo de R$ 4,00 equivale a 80% do valor final, o preço de venda deverá ser de R$ 5,00.

 

Posicionamento de Mercado

Pois bem, agora que encontramos o preço de venda desejado, primeiro é preciso verificar se ele está adequado aos preços praticados no mercado.

Se a maior parte dos doces caseiros estiver na mesma faixa de preço, significa que o preço do produto de Maria está competitivo.

Nesse caso, o sabor, o tamanho e a marca podem fazer a diferença para o consumidor na hora de escolher que doce levar.

No entanto, se os doces da Maria estiverem mais caros, será preciso “justificar” essa diferença de preço com uma algum argumento convincente, senão eles serão comprados em menor quantidade.

Em outras palavras, é preciso ter um diferencial! Digamos que os doces da Maria sejam realmente deliciosos, ou que sejam feitos com produtos orgânicos.

Isso justificaria o preço mais elevado do que a média, dependendo do quão mais caro eles custarem.

Ou seja, você pode vender um produto ou serviço por um preço mais alto, desde que ele ofereça benefícios e vantagens compatíveis com o seu preço.

 

Ponto de Equilíbrio Operacional

Outra coisa muito importante na hora de definir o preço de venda é entender como encontrar o ponto de equilíbrio operacional a partir desse valor.

O que isso quer dizer?

Quer dizer que, para cada preço de venda, existe um ponto de equilíbrio entre as receitas e os gastos do seu negócio. Um ponto em que elas se equivalem.

Nesse momento, entram em cena os gastos fixos, que a gente viu acima. Ainda usando o caso da Maria como exemplo, vamos supor que os gastos fixos dela sejam de R$ 400,00 por mês.

Para que a margem a receita com as vendas cubra todos os gastos da Maria, os fixos e variáveis, quantos doces ela precisaria vender por mês?

Como em cada doce vendido já estão pagos os custos de produção, para cobrir os gastos fixos, Maria precisaria vender pelo menos 400 doces por mês para não ter prejuízo no seu negócio.

Ou seja, R$ 400,00 dividido por R$ 1,00, que é a margem de contribuição de cada doce.

Agora, imagine que, depois da pesquisa de mercado, Maria tenha entendido que estava cobrando um pouco caro e resolveu abaixar o preço de venda para R$ 4,50.

Nesse caso, para ficar no 0 a 0, ela vai precisar vender 800 doces por mês, ou o dobro, já que a margem de contribuição de cada doce caiu pela metade.

 

O preço ideal

Esses cálculos e conhecimentos são fundamentais para que você abra seu negócio com consciência dos desafios que vai encarar e para manter os pés no chão sempre.

Mas, além de ser uma questão técnica, definir o preço de um produto ou serviço é uma decisão estratégica. Pois, ao mesmo tempo, em que é preciso ser realista, é preciso valorizá-lo.

Assim, também, o posicionamento é uma decisão que vai sendo amadurecida com a experiência.

Por isso, não existe exatamente um preço ideal.

Ou melhor, existe, mas ele vai variar de acordo com a estratégia de posicionamento do produto ou serviço no mercado. E isso depende de vários fatores.

Portanto, o mais importante, no início, é encontrar um ponto de equilíbrio que otimize a sua operação, por exemplo, evitando desperdícios e aumentando a produtividade dos colaboradores.

 

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Atualizado em: 10/02/2020